domingo, 7 de fevereiro de 2010
Cid Gomes inaugura Cadeia Pública de Sobral
Enchentes matam 28 pessoas no México
Pelo menos 28 pessoas morreram no México devido às intensas chuvas registradas no país, principalmente na capital, Cidade do México, no Estado de Michoacán (oeste) e no Estado do México (centro), informaram, ontem, autoridades do país.
A situação mais grave é a de Michoacán, onde nos últimos três dias foram registradas 18 mortes, incluindo três crianças que foram arrastadas por um rio. Porta-vozes da secretaria de Segurança Pública do Estado afirmaram que dez pessoas morreram ontem, somando-se às oito mortes dos dias anteriores, em três municípios. O presidente Felipe Calderón visitou a região, que tem cerca de 20 mil desabrigados.
No estado de Guanajuato (centro), dois adolescentes de 12 e 14 anos morreram afogados quando tentavam cruzar um rio em Tejaban.
Um deslizamento sobre a estrada Toluca-Temascaltepec, que atingiu pelo menos 20 automóveis, deixou pelo menos dois mortos e 20 feridos. As equipes de resgate mexicanas trabalhavam no local ontem. O governo do Estado do México (vizinho da capital do país) informou que sete pessoas morreram ontem quando os carros em que viajavam foram atingidos por um desmoronamento de terra. As autoridades estaduais dizem que as chuvas obrigaram sete mil famílias a deixarem suas casas.
A imprensa do país informou ainda que um homem morreu enquanto fazia trabalhos de dragagem no município de Vale de Chalco, na região da capital.
Dez cidades dos estados mais atingidos declararam situação de emergência. Com isso, os governos vão receber recursos extras para atendimento às necessidades de alimentação, abrigo e saúde da população afetada. O Exército lidera os trabalhos de resgate em cinco dos municípios declarados em estado de emergência.
Vinte dos 32 estados mexicanos foram afetados pelas chuvas intensas, que as autoridades consideram acima do normal para o mês de fevereiro. A Cidade do México, capital do país, também sofre com áreas alagadas, que provocaram o colapso do sistema de drenagem e o transbordamento do principal canal da localidade. Centenas de casas ficaram inundadas, houve apagões elétricos e 150 árvores caíram.
Candidaturas enfraquecem legenda
Ciro se vê como bucha de canhão
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou ontem, em Recife, a disposição de apimentar a sucessão presidencial. Em entrevista, voltou a criticar a política de alianças da base aliada do presidente Lula com vistas às eleições. Segundo ele, a rede de apoio à ministra Dilma Rousseff “mistura alhos com bugalhos, gato, sapato, galinha, pena, cachorro”. Ciro ainda acusou o PT de tratar aliados não fisiológicos, como o PSB e o PCdoB, como “bucha de canhão” e “chiqueiro de ovelha”.
Ciro ressaltou, no entanto, que sua candidatura não é irreversível, mas assegurou que só o seu partido pode demovê-lo da ideia de disputar a sucessão presidencial. “Irreversível, só a morte”, afirmou o deputado, que se reuniu a portas fechadas com o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Ao lado de Campos, Ciro gravaria ontem o programa nacional do PSB, que será transmitido em 18 de fevereiro. A exposição audiovisual é vista como um dos trunfos do deputado para subir um pouco nas intenções de voto pré-eleitorais. Nas últimas sondagens, o ex-ministro da Integração Nacional de Lula não passava dos 12%.
Fonte: Correio Braziliense







